Mestrado

O Mestrado em Gestão Integrada do Território (GIT) tem 11 anos de sucesso.

O Programa de Mestrado GIT está vinculado à Área Interdisciplinar da CAPES e fundamenta-se no campo das Ciências Sociais, Ciência Humanas, Direito, Educação, Psicologia, Ciências Biológicas e Ciências da Saúde.

Apresentação Do Programa

O Curso de Mestrado Acadêmico em Gestão Integrado do Território (GIT) tem como objetivo propiciar o diálogo entre diferentes áreas do conhecimento sobre múltiplos temas presentes nas realidades sociais, culturais, econômicas, sanitárias, políticas, tecnológicas, humanas e ambientais contemporâneas. Como essas dimensões são interligadas, o Mestrado Interdisciplinar se constitui com a área de concentração em “Estudos Territoriais” e se denomina Gestão Integrada do Território, pois sua proposta abre-se para essas múltiplas dimensões, por meio do ensino, pesquisa e extensão.

O Mestrado em Gestão Integrada do Território possui duas linhas de pesquisa: 1) Território, Migrações e Cultura; e 2) Território, Sociedade e Saúde. Essas linhas se abrem para diversos campos temáticos estruturantes: : a) Território da Migração; b) Território da Saúde-Doença; c) Território da Violência e Vulnerabilidade; d) Território das Relações Sociedade-Ambiente; e) Estado, Território e Direito; f) Políticas Públicas; g) Cultura e Patrimônio Cultural; h) Formação Histórica do Território.

No Mestrado o aluno apresenta no final o resultado de sua pesquisa (dissertação). O Mestrado Interdisciplinar possibilita o aluno desenvolver um projeto de pesquisa (dissertação) a partir de sua área de interesse específica e conforme sua formação acadêmica e/ou profissional. O projeto de dissertação deve promover o diálogo com um dos campos temáticos do Curso de Mestrado. (Para conhecer as possibilidades temáticas, veja o link Área de Concentração e Linhas de Pesquisa).

O Mestrado Interdisciplinar é uma tendência contemporânea de inovação da Ciência, uma necessidade para enfrentar a complexidade dos problemas contemporâneos nas suas múltiplas dimensões: política, social, cultural, econômica, sanitária, de segurança pública, educacional, tecnológica, humana e ambiental. Mestrado Interdisciplinar oferece oportunidade e pede ao aluno a disposição para inovar e, dessa forma, ir além dos conhecimentos da sua área de graduação, colocando-se na atitude para o diálogo com outras áreas de conhecimento, com colegas de outras formações e com os professores de múltiplas competências. Isso é fundamental para se adquirir uma visão mais ampla e inovadora, conquistando novas competências e habilidades que farão toda diferença no mercado de trabalho.

O que dizem nossos alunos?

“O Mestrado possibilitou ampliar meus horizontes em relação a várias áreas e colaborou na minha ascensão profissional! A Univale representou excelência”.

Wagner Fabiano,

egresso da turma de 2009

“O viés multidisciplinar do curso permitiu que eu tivesse acesso a uma ampla gama de conhecimentos, sendo um diferencial para o mercado de trabalho”.

Juliana Vilela,

egresso da turma de 2009

Coordenador:
Haruf Salmen Espindola

Veja abaixo o quadro de horário do Mestrado em Gestão Integrada do Território 2020/2.

Quadro de Horário

Mestrado Interdisciplinar em Gestão Integrada do Território tem como campo de estudos diversas modalidades de conhecimento, permitindo diplomar como Mestre profissionais com curso superior ou recém graduados que queiram prosseguir os estudos, independente da área de conhecimento na qual colou grau. O Mestrado Interdisciplinar visa preparar profissional de alta qualificação, a partir da área de graduação do aluno ingressante. O Curso de Mestrado tem como público-alvo:

  • Graduado que tenha interesse em obter o diploma de Mestre;
  • Docentes de Ensino Superior que precisam obter o título de Mestre e estão interessados na formação interdisciplinar;
  • Graduados que desejam atuar como professor no Ensino Superior;
  • Profissionais que atuam em diferentes campos, tais como: a) Saúde Coletiva, Saúde Pública, Gestão em Saúde; Pesquisa em Saúde; b) Segurança Pública e Defesa Social; c) Educação Básica e Educação Superior; c) Meio Ambiente; d) Cultura e Patrimônio Cultura; e) Arquitetura e Urbanismo; f) Políticas Sociais e Assistência Social; g) Direito e Cidadania; h) Gestão Pública;
  • Interessados em estudar as grandes questões contemporâneas, tais como o problema da migração e dos refugiados; problemas ambientais; problemas sanitários e de saúde pública; problemas ambientais e desastres socioambientais; problemas de violência e vulnerabilidade social; problemas de direitos humanos; problemas social, entre outros;
  • Profissionais que buscam se capacitar para atuar com planos de gestão territoriais; planos diretores urbanos; programas e projetos de desenvolvimento local; desenvolvimento territorial rural; elaboração de projetos de captação de recursos financeiros; a partir de seu respectivo campo profissional;
  • Profissionais que queiram ou precisam adquirir a competência e habilidade na pesquisa;
  • Interessado em atuar em assessoria e consultoria relacionadas às políticas públicas ou para diferentes campos da iniciativa privada e organizações sociais, em assuntos culturais, sanitários, educacionais, de segurança pública e ambientais, a partir de seu respectivo campo profissional;
  • Pessoal que atuam no campo político, institucional e comunitário, tais como servidores públicos, gestores, técnicos, consultores e assessores de ONGs;
  • Profissionais de nível superior ligados a empresas privadas interessados na compreensão multidisciplinar da gestão do território, a partir das ciências sociais e das humanidades.

O início da trajetória que conduz ao GIT começa em 1992, com a realização do primeiro Ciclo de Estudos sobre Emigração de valadarenses para os EUA (I EMIGRA), feito pela Univale. Neste mesmo ano, começaram os estudos sobre região do Rio Doce, no contexto do Estado de Minas Gerais. Entre 1994 e 1997, o Projeto “Fontes para a História da Região do Vale do Rio Doce”, financiado pela FAPEMIG, permitiu a consolidação dos estudos regionais. Neste período foram constituídos o Núcleo de História Regional (NHR) e o Núcleo de Estudos sobre Desenvolvimento Regional (NEDER).

A linha de atuação do NHR concentrou-se em projetos de pesquisa de interesse para a questão regional do Rio Doce e para documentação e patrimônio cultural. O NEDER concentrou-se nos estudos sobre emigração. Entre 1994 e 2005, foram produzidos trabalhos sobre processo de ocupação, populações nativas, formas de exploração dos recursos naturais, formação histórica de Governador Valadares, relações entre economia e ambiente, fenômeno migratório (estudos antropológicos, sociológicos e demográficos.), entre outros. Nesta trajetória, a Univale perdeu alguns quadros de excelência para as Universidades Federais.

Em 2001, pela primeira vez, aparece o conceito de Território e de Gestão do Território no Fórum realizado pela Univale e Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Governador Valadares. A tese apresentada pelo NHR afirmava que a cidade de Governador Valadares para ser compreendida e planejada teria que levar em conta o seu meio rural, a questão regional e a dimensão política das desigualdades intrarregionais de Minas Gerais. Isso exigia uma abordagem territorial e um enfoque integrado da Gestão do Território. Neste ano, em função das discussões realizadas, foi apresentado ao CNPq (e aprovado recurso) para o Plano de desenvolvimento rural de Governador Valadares – Diagnóstico Socioeconômico e Zoneamento Ambiental, sob a coordenação de docente do NHR, resultado da parceria entre a Univale (NHR e Curso de Agronomia), a Universidade Federal de Viçosa, a Prefeitura Municipal de Governador Valadares e a ONG Centro Agroecológico Tamanduá. Deste trabalho resultou, em 2002-2003, o Projeto de Agricultura Urbana, com apoio do IPES (Lima), PGU-ALC e do Centro Internacional de Pesquisas para o Desenvolvimento (CIID-Canadá).

Na mesma linha foi elaborado e aprovado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrária (MDA) o Estudo Propositivo da Base Econômica Territorial do Território do Médio Rio Doce – Minas Gerais, em 2005.

Em 2002, foi criado o Centro de Documentação e Arquivo de Custódia, que recebeu toda a documentação da Prefeitura Municipal e Câmara de Vereadores de Governador Valadares, do período entre 1938 e 1999.

Em 2003, em apoio a ARDOCE – Associação dos Municípios do Médio Rio Doce, o NHR fez diversas palestras e participou de audiências públicas em defesa dos interesses da região, particularmente a campanha pela inclusão na nova SUDENE. No mesmo ano, participou ativamente da criação do Comitê da Bacia do Rio Doce.

Em 2005, o conceito de território e a concepção da gestão integrada do territorial ganharam importância, com a parceria do Departamento de Gestão do Território do Instituto Politécnico de Tomar (IPT/Portugal), por meio do Prof. Dr. Luiz Oosterbeek e Prof. Dr. Pierluigi Rosina. Com a colaboração do Prof. Oosterbeek, o NHR definiu a estratégia do Plano Diretor do Programa de Gestão Integrada do Território (PROGET).

Veja abaixo o regulamento do Mestrado em Gestão Integrada do Território.

Regulamento

O Curso de Mestrado possui duração regular de 24 meses e prazo máximo de integralização de 30 meses, findo o qual não se permite prorrogação ou dilatação de tempo.

O Mestrado tem funcionamento regular presencial, com as atividades preferencialmente concentradas nas quintas-feiras, sextas-feiras e sábados. A formação acadêmica do discente é desenvolvida por meio de disciplinas obrigatórias, tópicos especiais (disciplinas optativas) e de outras atividades de ensino, pesquisa e extensão, com integração e interdisciplinaridade, conforme estabelecido no Regulamento, Projeto Institucional e Matriz Curricular.

A oferta de tópicos especiais  permite completar os créditos exigidos no prazo de um ano, podendo as disciplinas funcionarem na forma convencional e/ou por meio de preleção, seminários, discussões em grupo, leituras orientadas, trabalhos práticos, excursões de campo, laboratórios ou outros procedimentos didáticos peculiares a cada área, a critério dos professores responsáveis.

Disciplinas e ementas

Área de Concentração, Linhas de Pesquisa, Eixos Temáticos e Área de Estudo

A área de concentração de Estudos Territoriais busca:
1. proporcionar uma abordagem integrada e multidisciplinar dos diversos aspetos que envolvem o território, territorialidades e seus correlatos;
2. reunir áreas do conhecimento disciplinares diversas, integrando-as pela abordagem territorial;
3. desenvolver abordagens mais complexa e que transcendam os limites impostos pelas metodologias tradicionais das áreas disciplinares;
4. proporcionar a integração entre as áreas das ciências humanas e sociais com as áreas das ciências biológicas e da saúde, incorporando contribuição de outras áreas de conhecimento, com a finalidade de ampliar a compreensão dos fenômenos envolvidos nos diversos processos de territorialização;
5. responder com as pesquisas acadêmicas às demandas de conhecimento ligadas à Gestão Integrada do Território.

A linha de pesquisa 01 – Território, migrações e cultura busca:
1. investigar os diferentes fenômenos de migrações e suas relações com o território;
2. estudar a formação histórica do território nas suas interrelações socioterritoriais, socioculturais e socioambientais;
3. compreender as diversas manifestações socioculturais em suas articulações territoriais, as multiterritorialidades e os processos de territorialização, desterritorialização e reterritorialização;
4. produzir conhecimento que contribuam para o desenvolvimento de ações em resposta às demandas ligadas à Gestão Integrada do Território.

A linha de pesquisa 02 – Território, sociedade e saúde busca:
1. investigar os fenômenos saúde-doença e suas manifestações no território;
2. estudar a formação histórica do território nas dimensões socioeconômicas e socioambientais, bem como a correlação entre território e ambiente;
3. investigar os fenômenos de vulnerabilidades e violência em suas manifestações no território, os diferentes atores em suas territorialidades, as políticas públicas correlatas;
4. compreender os processos de territorialização, desterritorialização e reterritorialização, bem como as correlações entre território, territorialidade e políticas públicas;
5. produzir conhecimento e difundir os resultados, bem como desenvolver ações de modo a contribuir para as políticas públicas que respondam às demandas ligadas à Gestão Integrada do Território.

Eixos Temáticos: ET1 Sociedade e Cultura; ET2 Educação; ET3 Saúde-Doença; ET4 Migrações; ET5 Vulnerabilidades e Violência; ET6 Sociedade e Ambiente.

Áreas de Estudo: AE1 Estado e Direito; AE2 Políticas Públicas; AE3 Formação Histórica do Território; AE4 Território e Multiterritorialidade; AE5 Processos de Desterritorialização e Reterritorialização; AE6 Gestão Integrada do Território; AE7 Desenvolvimento Territorial; AE8 Outra.

POSSIBILIDADES TEMÁTICAS PARA DESENVOLVIMENTO DA DISSERTAÇÃO
1. Ambiente, Sociedade e Território;
2. Ambiente, Tecnologia, Desenvolvimento Sustentável;
3. Capital Cultural, Capital Social e Desenvolvimento;
4. Cultura da Migração;
5. Cultura, Sociedade e História;
6. Desastre Socioambiental;
7. Desastres, Cultura, Ética;
8. Desastres, Impactos e Direitos difusos;
9. Desenvolvimento, Inovação e Gestão integrada;
10. Direito, Estado e Território;
11. Direito, Pluralismo e Identidade Cultural;
12. Direito, Pluralismo Jurídico e Interlegalidade;
13. Direito, Trabalho e Território;
14. Direito, Trabalho, Migração e Território;
15. Direito, Violência e Território;
16. Direitos Humanos e Território;
17. Direito dos Desastres;
18. Discurso, Narrativa, Representação e Semiótica;
19. Economia Solidária;
20. Educação e Direitos fundamentais;
21. Educação Ambiental;
22. Educação e processos educativos;
23. Educação, cultura e identidade;
24. Empreendedorismo, inovação e desenvolvimento;
25. Estudos de população;
26. Estudos sobre emigração;
27. Estudos sobre migração interna;
28. Memória social, história, cultura e/ou manifestações artísticas;
29. Governança e Gestão do Território;
30. Gestão e Contabilidade para terceiro setor;
31. História Local e Regional;
32. Planejamento Estratégico;
33. Políticas Públicas e Território;
34. Políticas de desenvolvimento local e regional;
35. Processos de desterritorialização e reterritorialização
36. Qualidade de Vida, Saúde e Território;
37. Saúde Coletiva, Serviço em Saúde e Território;
38. Saúde Pública, Direito e Território;
39. Saúde, Doença e Território;
40. Saúde, Doença, Cultura e Memória;
41. Tecnologias, Inovação e Território;
42. Outras temáticas que possam ser atendidas pelos docentes.

OBSERVAÇÃO: Os projetos de dissertações podem promover o diálogo entre os diferentes eixos temáticos e áreas de estudo, conforme o interesse específico do aluno e sua formação acadêmica e/ou atuação profissional.

Laboratórios de Pesquisa

1) Núcleo de Estudos sobre Desenvolvimento Regional – NEDER

Coordenadora: Profa. Dra. Sueli Siqueira
E-mail:  sueli.siqueira@univale.br

O NEDER é vinculado à linha de pesquisa Território, Migração e Cultura. Foi criado em 1993 e ao logo desses anos de existência, o grupo recebeu apoio financeiro da FAPEMIG, CAPES, CNPq e outras fontes de fomento públicas e privadas, para realização de projetos de pesquisa, atividades de extensão e de ensino. O NEDER é um núcleo de investigação que se estrutura no campo Território da Migração, do Trabalho e do Desenvolvimento. Interessa pelos fenômenos de mobilidade populacional; da violência urbana/rural e das relações de trabalho e desenvolvimento local. Esse eixo central é atravessado por diferentes questões envolvendo as dimensões históricas do território, a questão do Estado e da regulação social e territorial, as políticas públicas, as relações internacionais, a cultura e identidades territoriais. Interessa também pelas imbricações do desenvolvimento local com o capital cultural, capital social e tecido institucional; pela relação entre migração, educação, cultura e identidade, as relações entre migração, memória e territorialidade, as políticas públicas relacionadas a migração e refugiados, ao trabalho e ao desenvolvimento territorial. São estudados recentemente as relação entre migração e doença, com projetos que tratam da relação entre território, migração e saúde.

O NEDER conta com docentes das áreas da Sociologia, Demografia, Direito e História; Medicina, Educação, Engenharia, Agronomia; um egresso do GIT; doutorandos, mestrandos bolsista de iniciação científica. As parcerias nacionais e internacionais são uma marca do NEDER. Com a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC Minas; CEDEPLAR/Universidade Federal de Minas Gerais; Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC; Fundação Getúlio Vargas – FGV; Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa (IGOT-UL); e Maurício Gastón Institute for Latino Community Development and Public Policy – University of Massachusetts Boston. Essas parcerias possibilitam conduzir diferentes projetos. O NEDER é uma referência nacional e internacional nos estudos da emigração de brasileiros, regularmente apoiando pesquisadores de outras instituições nacionais e estrangeiras, que precisam fazer trabalho de campo na região de Governador Valadares, bem como de diferentes órgãos de imprensa nacional e estrangeras, cujas pautas se referem a fenômeno migratório.

 

2) Laboratório de Pesquisa Saúde, Indivíduo e Sociedade – SAIS

Coordenadora: Profa. Dra. Suely Maria Rodrigues
E-mail: suely.rodrigues@univale.br

O SAIS é Vinculado à linha de pesquisa Território, Saúde e Sociedade, foi criado em 2007 e ao logo desses anos de existência, o grupo recebeu apoio financeiro da FAPEMIG, CAPES e CNPq para realização de projetos de pesquisa. Participam pesquisadores, doutorandos, mestrandos, bolsistas de iniciação científica e profissionais oriundos de diferentes áreas do conhecimento: Ciências Biológicas, Ciências da Saúde, Ciências Humanas e Ciências Sociais e Direito.

O SAIS estrutura o campo temático Território da Saúde-Doença, desenvolvendo trabalhos na interface proposta pela linha, de investigar as dimensões territoriais dos processos saúde/doença; de investigar diversas territorialidades e temporalidades que influenciam os estados de saúde, a implementação das políticas públicas de saúde, a partir de determinantes político-jurídicas, culturais-psicossociais, socioterritoriais e socioambientais da população. Esse eixo central é atravessado por diferentes questões envolvendo as dimensões históricas do território, a questão do Estado, do Direito, das políticas públicas e da cultura e identidades territoriais.

 

3) Núcleo Interdisciplinar de Educação, Saúde e Direitos – NIESD

Coordenadora: Professora Dra. Renata Campos
E-mail:  maria.celeste@univale.br

O NIESD vinculado às duas linhas de pesquisa tem, como objetivo proporcionar ao corpo docente e discente participantes dos cursos de graduação e pós-graduação da Uniale e de outras Instituições de Ensino e Pesquisa, a implementação de pesquisas aplicadas e projetos de extensão relacionados à Educação, Saúde, Ambiente e Direito. O NIESD conta com docentes das áreas da Educação, Saúde, História e Ciências Biológicas, Direito, Psicologia, Ciências Contábeis, Engenharia, doutorandos, mestrandos, egressos do GIT e bolsistas de iniciação científica. O NIESD conta com parcerias com diferentes cursos de graduação da Univale, com a Secretaria Municipal de Educação e com a ONG Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis Natureza Viva (ASCANAV)I.

O NIESD busca, a partir dos eixos estruturantes, propor projetos de pesquisa, consultorias, organização de eventos acadêmicos e científicos, cursos e seminários relacionados aos temas. O NIESD estrutura principalmente os campos “Território da Violência” e “Território das Relações Sociedade-Ambiente”, com forte inserção das transversalidades que envolvem a formação histórica do território, a relação entre Estado, Território e Direito e, principalmente, Políticas Públicas. Nesse sentido constituem interesses específicos as temáticas da Educação, Cultura e Identidade; Território, Cultura e Desastres; Ambiente, Sustentabilidade e Território; Direito, Violência e Vulnerabilidade; Organização Social e Governança.

Destacam-se os projetos em andamento: Conversando com a Cidade: cartografia de territórios educativos em 03 bairros de Governador Valadares; Desenvolvimento de Crianças Pré-Escolares em Instituições de Educação Infantil: indicadores de atrasos e de fatores de risco e proteção; Juventude, Saúde e Acautelamento; Periferia Central: um estudo sobre a mobilidade urbana e os aglomerados no morro do Carapina; Relação com o Saber e a Educação Ambiental: uma pesquisa com estudantes em tempo integral; Relação com o Saber e a Escola: um estudo com jovens em situação de conflito escolar; Território e suas Inter-Relações: gênero, fatores geracionais e sociabilidades. O NIESD conta com projetos que recebem apoio de agências de fomento (CAPES, CNPq e FAPEMIG).

No campo da extensão desenvolve o Projeto Rede Solidária Natureza Viva, projeto de educação ambiental envolvendo a Univale, Escolas Públicas e a ASCANAVI. Desenvolve projeto de pesquisa/extensão Periferia Central, que envolvem professores e alunos dos cursos de graduação em Engenharia e Agronomia da Univale, em trabalho junto ao aglomerado de exclusão do Morro do Carapina. Também se destacam os trabalhos em articulação com a Rede Municipal de Ensino, na perspectiva de um maior diálogo com a cidade que se coloca como objeto e meio de educação (território educativo). Nesse sentido o rio Doce, após o desastre ambiental de 2015, têm sido objeto de discussão com escolas e comunidades vinculadas aos Projetos de Pesquisa do Núcleo e orientações de pesquisa de mestrandos.

 

4) Observatório Interdisciplinar do Território (OBIT/GIT):

Coordenador: Prof. Dr. Mauro Augusto dos Santos
E-mail:  mauro.santos@univale.br 

O OBIT funciona como laboratório interdisciplinar e interinstitucional, estando vinculado às duas linhas de pesquisa do GIT, Foi instalado inicialmente por meio de convênio com a Prefeitura Municipal de Governador Valadares, em janeiro de 2012. Posteriormente, se desenvolveu para congregar diferentes pesquisas que abrangem os diferentes campos estruturantes vinculados as duas linhas de pesquisa, com destaque para o quarto campo estruturante Território das Relações Sociedade-Ambiente, com maior força a partir do desastre da Vale/BHP/Samarco, acontecido em 5 de novembro de 2015, cujas consequências perduram até o presente. O OBIT conta nos seus projetos com a participação docentes das áreas de História, Demografia, Sistema de Informação, Direito, Ciências Contábeis, Arquitetura e Urbanismo, Ciências Biológicas e Engenharia da Univale e de outras instituições; estudantes de doutorado e mestrado; bolsistas de iniciação científica das áreas mencionadas acima; e egresso do Programa GIT.

O OBIT congregou nas suas ações de ensino, pesquisa e extensão múltiplos parcerias, com envolvimento mais forte de pesquisadores da UFJF-GV e o IFMG-GV, além do Fórum Permanente do Rio Doce e Centro Agroecológico Tamanduá. A parceria nacional se consolidou com a Rede Terra Água (UFV-UFOP-Univale) e o Programa de Pós-graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas/UFSC, além do Laboratório de Imigração, Migração e História Ambiental (Labimha/UFSC). A cooperação nacional e internacional se ampliou com o apoio  dos professores Dr. Francisco Barbosa (IUCN/Painel do Rio Doce/UFMG), Dr. Carlos Frankl Sperber (UFV), Dr. Sérvio Pontes Ribeiro (UFOP), Dr. Ricardo Rozzi e Dra. Irene Claver do Center for Environmental Philoso-phy da University of North Texas – UNT. Também contou com apoio do  Ministério Público e Comitê da Bacia do Rio Doce.

O OBIT com os parceiros constituiu a Rede Interinstitucional de Pesquisa Socioambiental em Governador Valadares (RIPS), envolvendo docentes da Univale, UFJF/GV, IFMG/GV, Rede Terra Água (UFV, UFOP e Univale) e Fórum Permanente da Bacia do Rio Doce. A RIPS desempenha um relevante papel ao articular o Seminário Integrado do Rio Doce (SIRD), no mês de novembro de cada ano, reunindo pesquisadores, estudantes, entidades da sociedade civil, agências públicas, o Comitê da Bacia do Rio Doce e, principalmente os atingidos pelo desastre minerário. Nesse sentido, o OBIT, associado a RIPS, consegue desempenhar o duplo papel de pensar estrategicamente a pesquisa e a extensão.

O OBIT abarca temáticas vinculadas as duas linhas de pesquisa, no sentido de abrigar diferentes interesses dos docentes e alunos, as demandas colocadas pelo território de inserção e os interesses da extensão. Destacam-se relações entre “Tecnologias, Impactos Socioambientais e Território”, “Território, Cultura e Desastres”; “Norma, Território e Desastre”. Os campos transversais são contemplados: Formação Histórica do Território; relação Estado, Território e Direito; Cultura, Patrimônio Cultural e Identidades Territoriais; Capital Cultural, Capital Social e Tecido Institucional; Tecnologias, Mudança e Território; Ambiente, Sustentabilidade e Território; Organização Social e Governança; e Políticas Públicas e Território.

O OBIT tem concentrado esforço na temática do desastre minerário que atingiu a Bacia do Rio Doce. Desenvolve também projetos na linha da relação território e ambiente, associado a formação histórica do território e a questão da relação população, ambiente e saúde. No campo da Extensão, conduz atualmente o projeto Território Rio Doce, prestando assessoria ao Fórum Permanente da Bacia do Rio Doce, no enfrentamento da questão do desastre da Vale/BHP/Samarco. A finalidade da extensão é acompanhar e fortalecer o Território do Médio Rio Doce. Alguns trabalhos técnicos foram desenvolvidos para atender demandas do poder público ou do setor privado. Destaca-se o estudo realizado em função da parceria da UNIVALE com o SEBRAE e a CREDIRIODOCE, no qual se desenvolveu o projeto “Cooperação sem Fronteiras”. Outro trabalho é por demanda da Secretaria Municipal de Saúde de Governador Valadares, cujo objetivo é desenvolver um sistema de gestão territorial para auxiliar no monitoramento da tuberculose, cujo aumento se tornou uma preocupação crítica do serviço de saúde da Região Imediata de Governador Valadares. Por demanda da Associação Comercial e Empresarial de Governador Valadares, será produzido um livro com o resgate da memória da instituição, que completou 80 anos.