Cursos de Engenharia da Univale desenvolvem pesquisa para fabricação de blocos ecológicos com lama do rio Doce

Os cursos de Engenharia Civil e Engenharia Civil e Ambiental da Univale estão desenvolvendo um projeto de pesquisa que tem como objetivo avaliar o reaproveitamento de resíduos de mineração que desceram pelo rio Doce após o rompimento da barragem de Fundão, em novembro de 2015. O convênio de pesquisa foi firmado entre a Universidade e a Fundação Renova.

Ao centro, o professor do curso de Engenharia Civil, Anderson Gusmão, e os alunos do 6º período de Engenharia Civil e Ambiental envolvidos na pesquisa, Pedro Camelo e Carolina Oliveira — Foto: Leandro Silva.

De acordo com Anderson Caetano Gusmão, professor do curso de Engenharia Civil, o resíduo que está alojado no leito do rio pode ser utilizado para a produção de blocos ecológicos feitos com areia, cimento e os rejeitos da mineração. E foi pensando nessas possibilidades que nasceu a parceria com Fundação Renova, que está em andamento desde junho de 2018.

“Logo após o rompimento, um representante da Fundação entrou em contato conosco. Durante uma dessas conversas, surgiu a ideia de se utilizar esse material para a produção de bloco solo-cimento. Afinal, o que nós poderíamos fazer com esse solo que correu através do leito do rio? Vamos transformá-lo em blocos ecológicos. Sabemos que temos várias outras opções, e com esse pensamento nós estamos desenvolvendo essa pesquisa junto com a Renova”, explicou o docente.

A primeira etapa da pesquisa consiste basicamente em coletar o solo no rio Doce. Em seguida, esse material passa por equipamentos onde ocorrem diversos processos. Um deles é a homogeneização com cimento e areia. Após, a massa é misturada com água e levada para uma prensa manual. Então, os blocos passam por um processo de secagem natural, sem a necessidade de serem queimados.

 

A parceria

“A ideia é que, através do Programa de Promoção à Inovação da Fundação da Renova, possamos contribuir com o desenvolvimento de novos produtos e serviços que possam aproveitar produtivamente o rejeito da mineração. Contudo, ainda há muito a ser desenvolvido, visto que estamos trabalhando na fronteira do conhecimento – em virtude do ineditismo do evento. E este tipo de trabalho, em conjunto com instituições de pesquisa e inovação, é fundamental para identificar oportunidades futuras de tecnologias e negócios que utilizem este material que está hoje depositado no rio”, afirma Paulo Rocha, líder da área de Economia e Inovação da Fundação Renova.

Para a reitora da Universidade Vale do Rio Doce, professora Lissandra Lopes Coelho Rocha, a parceria entre a instituição e a Fundação Renova representa um passo importante para os cursos de Engenharia Civil, Engenharia Civil e Ambiental e a Universidade na realização de pesquisas envolvendo questões ambientais como essa, com foco na sustentabilidade.

“É preciso destacar que a instituição se preocupa em formar profissionais com essa visão, voltada à sustentabilidade. E esse projeto reflete isso, pois se preocupa em dar uma destinação ecologicamente correta para todo o material que veio pelo leito do rio após a tragédia com as barragens”, disse a gestora.

A pesquisa é desenvolvida com a colaboração dos professores Juliano Daniel Groppo, Adriana de Oliveira Leite Coelho, Rondinelly Geraldo Pereira e Dayane Gonçalves Ferreira.

 

 

 

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