Egressa da Univale fala sobre a atuação no mercado de Design Gráfico

Para celebrar o Dia Mundial do Design Gráfico, conversamos com Ágatha Kretli Mascarenhas, egressa do curso de Design Gráfico da Univale. Ela se formou em 2008 e atualmente mora em Portugal, onde realiza trabalhos como designer e ilustradora. A entrevistada também é mestranda em Design de Comunicação na Universidade de Lisboa e contou um pouco sobre a sua trajetória e a importância da profissão na comunicação.

Ágatha possui experiência em diversas áreas da comunicação. Iniciou sua carreira trabalhando em agências pequenas, depois migrou para agências maiores em Belo Horizonte e atualmente trabalha como freelancer. Também atuou por um período com processos artesanais, nos quais pôde realizar trabalhos utilizando bordado, pintura em tecido e desenhos que se transformaram em estampas. Nesse período, mudou-se para Portugal, onde continuou com esse ofício e passou a fazer mais ilustrações, principalmente para livros infantis.

Em 2019, Ágatha ingressou no mestrado em Design de Comunicação, em Lisboa, e a partir daí começou a voltar seus trabalhos para a área editorial, não apenas ilustrando livros infantis, mas também realizando projetos gráficos para editoras, tanto em Portugal quanto no Brasil. Como pesquisadora, ela começou a direcionar sua dissertação de mestrado para a área editorial, com o tema do livro infantil digital. “Como eu trabalho com o mercado editorial tradicional, que é a impressão no papel, tive a curiosidade de entender como funciona esse mercado, não tão recente assim, mas que ainda não tem grande expressão, porém os livros digitais estão ganhando cada vez mais força”, diz.

Confira a entrevista abaixo:

Qual a importância do design gráfico na comunicação visual na atualidade?

O que eu percebo desde a minha formação até agora, é que cada vez mais o design tem se voltado para os meios digitais. O designer gráfico, hoje, não trabalha necessariamente só com material impresso, ele precisa estar capacitado para a atuação no meio digital e é natural que isso aconteça. Pessoalmente eu sou muito crítica sobre o meu trabalho e sempre penso em maneiras de poder diminuir a produção de lixo e a poluição visual já que estamos em um momento atual do mundo em que tanta coisa é produzida, tanta embalagem desnecessária, que o designer precisa se atentar a isso e se propor a esse questionamento. Há coisas que são insubstituíveis, como por exemplo o livro impresso que muitas vezes necessita de características sensoriais do papel e do objeto em si, tornando imprescindível a sua existência em formato físico. No geral, a importância do design gráfico continua sendo a que sempre teve, o design ainda é necessário para organizar a informação, traduzir conceitos, potencializar espaços, otimizar recursos, entre outros.

Você já trabalhou em diversas áreas. Como foi transitar entre esses mundos e quais aprendizados você levou de um para o outro?

Eu acredito que contribuiu muito para minha formação como profissional, até mesmo a experiência do artesanato e isso era algo que eu já tinha aprendido há muito tempo: a importância de se iniciar um projeto de forma manual. O período do rascunho é muito importante, antes de ir para o computador para depois nascer como projeto físico. E, o que eu pude reter desde a faculdade, aplicar no mercado de trabalho e perceber como uma correlação entre disciplinas, passa muito sobre isso. Acredito que tem se tornado comum hoje em dia um profissional ser multitarefas, ou então estar dentro de duas áreas distintas, mas que se ajudam. Um designer que, por exemplo, seja também fotógrafo, pode agregar mais sensibilidade, pode ter uma visão mais apurada sobre determinado aspecto dentro do design por conta do seu trabalho nessa outra área correlata. Eu vejo isso, principalmente, com os meus trabalhos na área da ilustração. Por eu ter uma formação em design, eu sinto facilidade em compor e de pensar como uma página vai ser percebida depois de ser impressa. O design gráfico me ajudou muito nessa minha atuação como ilustradora e vice-versa. 

Qual conselho você daria para quem deseja ingressar na área?

Que a pessoa esteja aberta a experimentar, a se permitir e muitas vezes passar por experiências que em um primeiro momento parecem perda de tempo, mas que podem agregar algo no seu aprendizado e na sua experiência profissional. Também que esteja disposta a manter sempre a sua curiosidade e estar sempre atento a novidades. Aprender novos programas e processos, na profissão do designer gráfico, é sempre vantajoso e possível de ser feito com baixo investimento. Sendo assim, o designer tem que estar disposto a se renovar, pois a forma como a publicidade e a divulgação de um produto eram feitos tempos atrás, não são as mesmas de agora, a sociedade e a forma de comunicar estão sempre mudando. Não fazemos ideia de como vai ser daqui a dez anos, por isso eu aconselho a já entrar nessa área sabendo que ela exigirá essa constante reciclagem de conhecimento, ideias e boas relações profissionais, ainda no período da faculdade. Mostrar um bom trabalho, tendo respeito por todos os parceiros de jornada, desde o colega estagiário até dono da empresa, é uma garantia quase absoluta de sucesso na carreira.

Conheça um pouco mais do trabalho de Ágatha Kretli 

Site: https://www.agathakretli.com/

Instagram: @agatha.kretli

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